27/07/2018 - 14:11

Feira leva produtos agroecológicos para shopping e outros locais de Salvador

Toda sexta-feira, das 10h às 17h, na entrada principal do Salvador Shopping, pequenos produtores agrícolas de regiões vizinhas à capital trazem produtos naturais e livres de agrotóxicos para a Feira Agroecológica. Também nas sextas, a feira acontece no Campus de Ondina da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e na Praça das Artes, no Pelourinho. Já às quintas-feiras, é possível conferir os produtos em alguns prédios do Centro Administrativo da Bahia (CAB), e, aos sábados, nos bairros da Saúde e Patamares. 

De acordo com o coordenador de Acesso a Mercados, da Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), Ronaldo Rodrigues, o objetivo da Feira Agroecológica vai além da troca econômica. “O objetivo dessas feiras é aproximar o produtor do consumidor, resgatar aquela questão do freguês, de conhecer exatamente quem está produzindo aquilo que está sendo consumido. Algumas pessoas já criam grupos para se comunicar antes do produto chegar a Salvador, e quando esse produto chega, toda a sua feirinha já está montada e essas pessoas recebem, às vezes, em sua própria casa”, explicou Ronaldo.

Além das frutas e hortaliças mais comuns, a feira traz novas opções. De Mata de São João, veio a cúrcuma in natura. Da região do recôncavo, tem sementes de coentro, pimenta de macaco, fécula de araruta, além de farinha, folhas e semente de moringa, considerada uma nova e poderosa fonte de nutrição. “A moringa é um árvore da Índia, ela é sagrada e tem um potencial muito grande. Dela se faz tudo. Se come a vagem, a semente e a folha. Serve para o combate e cura de doenças e dizem que também é afrodisíaco”, afirmou o produtor agrícola Pedro Coni, da Associação dos Produtores Orgânicos do Recôncavo (Aporba).

A procura pelos produtos é grande. O contador Valdomiro Morais é vizinho do shopping e, toda semana, aproveita a comodidade para levar mais saúde para casa. “Consigo sair do veneno. Não vamos nos iludir: o brasileiro está comendo veneno. Aqui nós acreditamos na origem. Um ou outro item é um pouco mais caro, mas vale a pena cada centavo, e a satisfação da gente redescobrir os sabores não tem preço”, recomenda o freguês.


Repórter: Lina Magalí